Encontro-me
Na pausa
Que me distende num abraço
Enquanto cada braço
Se estende
Para opostos infinitos
O respiro
Manipulador
Isola o desespero
Enterra o pânico
Entre dunas
Que se entrelaçam
Serpentinamente
Sem reconhecer
Duas vezes
O mesmo padrão
Ou sentido
A imaginação
Tempera a forma
E joga com a razão
A nuvem
Torna-se estática
Madeira parece líquido
Metal ganha movimento
E nós?
Nós somos o que vemos
Se formos capazes
De ver o que somos.
Uno Pereira
Arniston, Western Cape
2010.03.20